sábado, 1 de dezembro de 2007

Repúdio aos Panques

Parece claro a nós, senhoras republicanas, que num contexto atual o movimento panque não faz mas sentido. Sim, me refiro àqueles garotos e garotas fétidos que nos atordoaram tempos atrás com seus anarchies in the UK e pistolas do sexo, mas que definitivamente deveriam ter parado de existir bem naquela época mesmo, quando ainda éramos quarentonas. Mas infelizmente isso não parece ter acontecido, e hoje notam-se novas vertentes de tal movimento, os tais EMMOS (acho que é assim que se escreve, mas talvez me falhe a idosa memória). Segue um protesto, em especial para as menininhas emo que causam nojo à tradição familiar e aos bons costumes de outrora.

MANIFESTO CONTRA O MOVIMENTO PANQUE PIAIUENSE

Em contrariedade a todos os princípios que regem a boa moral e costumes, discordando de toda a filosofia de Leucipo em relação à alquimia do amor, as emoxinhas são mais uma afronta aos nossos valores, hoje jogados na lata de lixo pela nossa sociedade. Cabe a nós varrermos esse mal que se demonstra em forma de senhoritás e senhoritôs que pouco conhecem ou, mesmo, desconhecem a nossa querida língua mãe, e preferem trocá-la por algo parecido com a língua Chechena que, em lugar das 26 letras do alfabeto, tem 7 letras e 19 "x"s.
É inadmíssivel que essas malevolentes continuem em parques metendo o dedo nas vulvas de suas amiguinhas e dando gemidinhos homossexuais enquanto um varão de franja exacerbada filma tudo com sua "cameraxinha", acha muito "style", e aproveita para assistir tudo em casa depois, enquanto afia sua gilete para cortar seus pulsozinhos infantis e acaricia seu pipiuzinho, pensando num "amiguxinho" que esbarrou - sem querer! - em suas nádegas no show passado do Frexxno.
Nós, da AEVSPI absolutamente repudiamos tais comportamentos de tendências neopanques que afloram pela sociedade, revelando novíssimas flores sociais, os queridos casais emos que se juntam às minorias anime e vão aos shows de rock'n'roll atazanar os rockeiros, que por si só já são nojentos e definitivamente não precisam da ajuda dessas vertentes desgostosas e sem criatividade.
Por fim, levantamos a bandeira em favor do suicídio das emoxinhas e simpatizantes referidos, que nada mais servem à sociedade, visto que são sem cultura, sujos, não conhecem um cabeleireiro que presta e tampouco um dicionário, e acabam por deturpar a boa moral e ética do nosso lar. Então, eis a nossa mensagem: da próxima vez que esfregarem um gilete em seus pulsozinhos delicados, tenham certeza de que a força será suficiente pra rasgar suas peles e vocês sangrarem até morrerem. Obrigada.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Inauguração

É com muito orgulho que nós, velhas senhoras oligárquicas da AEVSPI (Associação das Energúmenas Velhas Senhoras do Piauí) estreamos esse blogger na Internet, revelando um marco da modernidade que chega até nós, já que hoje nos fora doado pelo genro de uma querida membra um novíssimo computador 486 DX-2, com windows NT e conexão 14.4Kb/s para que possamos atualizar este sítio com alguma freqüência e possamos divulgar nossos ideais de mantenência dos bons e velhos costumes que sempre fizeram do mundo um lugar melhor pra se viver, em detrimento de todos esses revolucionários que querem acabar com nossa paz agrária e bagunçarem nosso perfeito mundo. Como post inicial, eu, Dona Ubaldina, gostaria de deixar nosso primeiro e mais importante manifesto, que visa ao combate às carícias em local público, que tanto repudiamos.

MANIFESTO CONTRA CARÍCIAS EM PRAÇA PÚBLICA

Em contrariedade a todos os princípios que regem a boa moral e costumes, discordando de toda a filosofia hipocrática da medicina pública, a carícia em ato público é até mesmo prosopopéia pusilânime diante de poltrona sociedade que preza pela família e pelo ufanismo.
Atividade essa que antigamente unia casa grande e senzala, a carícia em local público, diante de nós, cowboys, agrários, oligárquicos, puritanos, subdesenvolvidos e telúricos, nada mais é que uma afronta às coisas de Deus e à saúde pública.
Esse atos, além de disseminarem os costumes promíscuos ibéricos, nos trazem lembranças de hábitos tchecos, nos quais torna-se pública a tcheca, enquanto os jovens, de Ponta Grossa, armam suas barracas frente à vigilância sanitária.
Defendemos, através deste, o fim do afogamento de gansos nos lagos da prefeitura. Apoiamos a introdução rígida e gradual, para nao causar maiores danos, de massas emulsificantes em regiões como a Chechênia e Butão, origem da promiscuidade internacional, que tanto nos afronta.
Levantamos a bandeira da circuncisão e da criptorectomia, em busca de uma sociedade sem ranhuras - ou rachas - pecaminosas, ó órgãos despudorados!
Por fim, lutaremos com foices, chaves de roda, parafusetas e solenóides pela construção de um parabolóide de segurança sem púbis, traseiros ou alcatras.